Pontuar e cortar. Andar e escolher um lugar no espaço. Olhar para cinco pontos na sala. A cada toque de caixa, ir para o lugar escolhido e pontuar, uma ação direta e objetiva, sem pensar. O importante é o início e o final. Depois o pontuar aconteceu no meio do caminho e a batida da caixa ficou cada vez mais veloz. Com a velocidade das batidas, meus movimentos ficaram confusos e irracionais. Pausa. Formação de duplas, fiz com Valda, minha amiga íntima. Ela é a única pessoa que consegue tirar minha concentração nos exercícios, foi muito difícil dar continuidade à experimentação. A proposta de Leônidas era de cada um pontuar oito partes do corpo do outro, memorizar e a cada toque, ter uma reação diferente. Eu recebi toques no pescoço, joelho direito, pé esquerdo, cotovelo esquerdo, pulso esquerdo, cintura direita, queixo e bochecha. Uma fila foi formada e tivemos que mostrar cada ponto sem ser tocado. Depois foi a minha vez de pontuar Valda, toquei no ombro direito, ilíaco esquerdo, joelho direito, calcanhar esquerdo, nádega esquerda, dedo indicador direito e umbigo. Algumas formas ficaram engraçadas. Pontuar no cotidiano. Fiz apenas um gesto simples de cumprimentar com a mão. As duplas voltaram a se reunir para juntar seus gestos. A minha partitura com Valda foi a menor de todas! Uma palhaçada! Ainda experimentamos o princípio de cortar. Braços, pernas, quadril, tronco, TUDO.
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