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| Momento em que os corpos giravam desenhando uma roda na areia |
Transferência de peso com torção de tronco. Corpos alongados na areia circulando. Fila de frente pro mar, de olhos fechados iniciamos a fluência em todos os níveis, com os estímulos externos do som do mar e o vento forte. Apenas senti a delicadeza do vento no meu corpo, apesar de forte e o som constante do mar. A vida é fluida como as ondas que não param.
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| Apenas o som do mar e o vento eram nossos estímulos |
Me deixei levar pelas sensações e não criei nenhuma partitura, quando cada um teve que se apresentar no centro da roda, tentei reviver as sensações que tive sozinha, mas nunca é igual, não estava mais sozinha. Todas as energias estavam voltadas pra mim e ser observada me deu outros estímulos. É impressionante a singularidade de cada um, como todos nós temos um movimento que sempre nos identificamos. Poderia passar horas falando de cada característica corporal de todos, talvez ainda o faça. A observação é extremamente importante pro nosso ganho enquanto intérpretes/criadores, tudo é movimento e pode ser trazido pro corpo, desde que estejamos livres para isso. Vi e me senti voar nas apresentações. Depois tínhamos que escrever uma palavra na areia que nos remetesse a infância na praia. Escrevi POÇA D'ÁGUA. Cresci indo a praia todos os finais de semana com a minha família, eu e minha prima adorávamos brincar nas pocinhas que se formavam quando o mar estava secando. Percorremos por todas as palavras escritas: Onda, liberdade 2x, sorriso, canto, castelo, fantasia, poça d'agua, brincar, amigos, plenitude; e depois escolhemos quatro: poça d'água, brincar, liberdade, amigos. O grupo foi dividido em dois e cada um ficou nas extremidades das palavras sorriso e canto. Corridas... Abraços. Criação de partitura.
"Eu brinco na poça d'água com meus amigos e me sinto livre."


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