A capoeira me trouxe liberdade, me fez aprender a fazer cada movimento com alegria e a me desprender de qualquer julgamento externo. Hoje o Camelo (meu professor) disse que antes de aprender a bater, temos que aprender a nos defender. Isso é muito importante e primordial para quem quer praticar qualquer atividade de luta. Elas existem como manifestação de uma parte da sociedade reprimida, é um meio de defesa e nunca de ataque. Tocar o berimbau é uma luta constante, quando eu imagino que tudo está menos difícil, piora. Cada toque traz um desafio novo. Na aula de percussão aprendemos mais alguns toques no pandeiro, nossa última aula para iniciarmos com outro instrumento. Quando se toca pandeiro é muito utilizado o polegar e a mobilidade da munheca. E se não houver prática, não há melhora, em qualquer tudo que se faça nessa vida. Além de toda dificuldade, a mão que eu seguro o pandeiro não pára e é assim também com o berimbau, acabei de desconfiar que há algo de errado na minha mão esquerda! Conheci uma pessoa que é uma graça, seu nome? Gracinha! Ela me vendeu uma caixa e pense numa mulher que nos contagia? É muito espontânea e risonha. Ela e a Roxa me dão aula de caixa. E vejam só... Já tem lição de casa, trouxe uns versos para aprender, na próxima aula estarei versando com elas. Segundo elas o que me ajudará muito é participar da Festa do Divino, domingo tem uma... Será que vou? Pra finalizar meu dia, assisti um ensaio de cacuriá, quando estou longe, não quero participar, mas ao ouvir o som das caixas e a alegria dos brincantes, é impossível não se contagiar e não querer estar lá dentro! Meu Maranhão tem uma cultura popular riquíssima e Lero me despertou para tudo isso. Estou simplesmente encantada. Ilha do amor, dos mistérios e encantos, ilha magnética.
Nenhum comentário:
Postar um comentário