Primeiro encontro depois da viagem para Teresina, elenco incompleto e muito trabalho corporal! Alongamos principalmente os membros inferiores e trabalho de força nos membros superiores, mobilidade do tronco e equilíbrio. A partir da nossa disposição no espaço, utilizar o princípio de queda e recuperação enquanto caminhávamos pela sala. Formação de duplas, eu e Cleyce, onde um caía e o outro segurava o corpo na queda, mostrando a sequência da descida; queda com rolamento em cima de um corpo; queda com rolamento dos corpos unidos; transferência de peso entre corpos, fiz dupla com Cleyce, Thatielle, Marinildes, Sara e Luís. O contato com o outro nos permite enxergar melhor nossas limitações diante do desconhecido, cada corpo tem uma história, com seus traumas, experiências e características pessoais únicas. A maior dificuldade que tive foi sentir realmente o peso da outra pessoa em mim, a sensação que tinha era do outro estar controlando seu peso. Tenho uma tendência a movimentação vigorosa e forte, é quase que impossível eu deixar de lado essas características que se tornam muito marcantes em mim, mas nem por isso não experimento outras coisas. Foi um exercício cansativo e exigiu muita força, experimentei levantar todos que fizeram dupla comigo. Houve uma conversa final e surgiu uma polêmica que me deixou intrigada: me consideraram o corpo mais pesado de todos.Várias inquietações surgiram a partir disso. A proposta era transferência de peso e o que eu fiz foi relaxar ao máximo para que houvesse isso, será que eu tencionei demais meu corpo ou o outro não estava tão preparado assim para receber um corpo totalmente relaxado? Eu não entendi a proposta? Um corpo musculoso pesa mais que um corpo cheio de gorduras? Por que a gente sempre gosta do que é mais cômodo? Meu grande desafio em tudo que faço é me superar, todo dia um pouco mais.
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