23 de setembro de 2010

02 de setembro de 2010.


Flutuar. A primeira imagem que veio em minha mente foi um banho de rio em Barreirinhas, um passeio de lancha com o vento forte balançando meus cabelos, eu voando entre as nuvens do céu. Consciência de cada parte do corpo, quais eram as partes esquecidas, as mais trabalhadas, foco tridimensional. Enquanto a maioria permanecia em plano alto, eu me apeguei ao plano baixo, só queria permanecer nas águas do rio e voar além de mim. Pra mim, experimentar o flutuar em plano alto era fazer o óbvio, utilizar com freqüência os braços e pernas. Era lembrar um astronauta andando na lua. E eu queria mais que isso. Leveza, força concentrada no abdômen, velocidade lenta, foram as minhas sensações. Colagem de partituras, em trio e duplas. Percebi que alguns corpos não se permitem receber do outro. Muita vaidade, intenções de fora pra dentro.

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